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4h atrás

Como proteger apiários de alagamentos

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Como proteger apiários de alagamentos

Planejamento e cuidados após alagamentos ajudam a reduzir perdas nas colônias

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A previsão de chuvas acima da média associadas ao El Niño acende um alerta para a apicultura na Argentina. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, o Programa de Apicultura do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA-PROAPI) recomenda medidas preventivas e estratégias de manejo para proteger as colônias, reduzir perdas e facilitar a recuperação dos apiários em caso de inundação.

A prevenção começa pela avaliação do local onde as colmeias estão instaladas. A orientação é evitar o contato direto com o solo, instalar as caixas sobre cavaletes e transferir as colmeias para áreas mais elevadas quando estiverem em terrenos baixos, sujeitos a alagamentos.

Também é importante verificar as condições sanitárias das colônias, garantir reservas de alimento e manter materiais limpos e secos disponíveis para substituir componentes danificados pela umidade.

Segundo Natalia Bulacio Cagnolo, pesquisadora do INTA Rafaela, na província de Santa Fé, as colônias devem estar em boas condições de saúde antes da chegada das chuvas mais intensas. Quando indicado pelo plano sanitário, o tratamento contra a varroose não deve ser adiado.

A pesquisadora também recomenda monitorar as reservas alimentares e fornecer fontes de energia e proteína quando a oferta natural não for suficiente. Durante períodos prolongados de chuva, as abelhas interrompem a busca por alimento, o que torna as reservas essenciais para reduzir os impactos sobre as colônias.

Assim que o acesso ao apiário for restabelecido, a primeira medida é avaliar os danos. “Apiários localizados em campos alagados exigem atenção imediata do apicultor”, observou Bulacio Cagnolo.

A inspeção deve identificar quais colônias continuam vivas, quais precisam ser removidas e quais equipamentos foram atingidos pela água. Ter materiais de reposição limpos e secos permite substituir rapidamente as partes das colmeias que tenham sido comprometidas.

Nas colônias que permanecerem ativas, a recomendação é substituir fundos úmidos, melgueiras e tampas internas por peças limpas e secas. Também é indicado reduzir o espaço interno com divisórias, principalmente quando as abelhas ocupam poucos quadros.

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